quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

América Latina: conexão para pouco$

Cidades digitais com serviços funcionando plenamente via Internet e cidadãos tirando proveito satisfatório deles é um sonho que está bem longe da realidade da América Latina.  Ou pelo menos, da realidade do poder aquisitivo da maioria esmagadora de sua população. Uma pesquisa produzida pela  Point Topic constatou que os preços da banda larga na região da América Latina são os mais caros daqueles praticados em todo o mundo.

O disparate é flagrante quando se compara o preço médio por megabit cobrado na região para conexões DSL ultrapassa a marca dos US$ 22 enquanto no Oriente Médio e na África, por exemplo, essa tarifa é de US$ 20.  Hong Kong possui a banda larga mais barata do mundo (US$ 0,028 por megabit) e a taxa mais cara é da África do Sul (US$ 176,92).

A situação fica ainda pior quando se leva em conta a capacidade de compra da população desses países. “Os consumidores se deparam com tarifas de banda larga (nem tão larga assim, pois a os planos de banda larga analisados pela pesquisa variaram de 150 kbps até 1 Gbps) muito distintas, dependendo do mercado, geografia e maturidade da rede, a competição local e os vários níveis e fontes de subsídios", afirmou a analista sênior da Point Topic, Fiona Vanier.

O Brasil também figura entre os estados com banda larga cara e de baixa qualidade, em que cresce a cada dia os usuários que migram para conexões móveis 3G (via celular / web móvel). Um dos desfaios, talvez o maior de todos - porque o atual processo de desenvolvimento passa pela qualidade de conexão em rede planetária - do futuro ministro das Comunicação, Paulo Bernardo,  será a condução do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL).

Enquanto nos esforçamos para arcar com os custos das nossas ruins conxões, vamos aguardar para  para ver se a exclusão digital, pelo menos Brasil, vai crescer ou diminuir...  



Fonte: Informoney 

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