segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Término via web é 'speed' para fundo do poço

Mesmo quem é completamente plugado - usa netbanking, faz compras, vende, trabalha, pesquisa, estuda, interage, firma laços de amizade, encontra parceiro (as), briga e se confraterniza via Internet - não simpatiza com a idéia de terminar um relacionamento amoroso via e-mail, sms, scrap do Orkut, mensagem no Facebook ou tweet em 140 toques.  A constação foi obtida por pesquisa realizada pela professora de Língua e Cultura da Universidade de Indiana (EUA), Ilana Gershon que aplicou, durante quatro anos, questionários em seus alunos.


Por que mesmo pessoas altamente concetadas valorizam o contato cara a cara quando se trata de fim de relacionamentos? Muito mais que minorar o trauma da distância, um rompimento mediado pela web dá a impressão de que a outra parte queria resolver o "problema" rapidamente.  Não é assim que pensamos quando enviamos um e-mail (rapidez, agilidade sem deslocamento)?  E isso não cai bem para assuntos do coração.  É completamente deselegante quando envolve sentimentos.  Ninguém simpatiza com quem age desse modo.  A prova de que 'foras virtuais' são inadequados foi a exposição Cuide de Você da francesa Sophie Calle que rodou o mundo com muito sucesso. 

O fundo do poço é terminar usando as mídias digitais pois nada substitui a presença e o olho no olho. Mesmo para quem terminou o namoro ao vivo, a web pode ser campo minado para gafes. É bom esperar um pouco para anunciar a 'solteirice'.  A temática é tão ampla que está abordada no livro Breakup 2.0 – Disconnecting over New Media (Desenlace 2.0 – Desconectando-se através das Novas Mídias), escrito por Ilana e lançado recentemente nos EUA.

Enquanto o livro não chega por aqui, a regra deve ser: "muita calma nessa hora..."

Com informações do Link Estadão

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