terça-feira, 31 de agosto de 2010

Pioneirismo, again?

Lembro que foi no laboratório de Informática da Facom, durante uma aula de Jornalismo On Line que descobri o pioneirismo do Jornal do Brasil - foi o primeiro periódico nacional a lançar-se na Web.  Sem dúvida, o JB estabeleceu um marco, em 28 de maio de 1995 (segundo o artigo Jornalismo On Line: dos Sites Noticiosos aos Portais de Barbosa e Palácios) quando a Internet comercial apenas engatinhava no país. 

Este jornal tradicional e centenário, fundado em 1891, símbolo da imprensa moderna brasileira, que promoveu uma revolução gráfica e inovação no conteúdo com objetividade sem 'gordurosas opiniões', que defendeu a democracia e foi incontáveis vezes censurado, encerrou a atividades de suas prensas e rotativas e não imprimirá mais as histórias e reportagens que formaram opiniões, cidadãos e consolidaram jornalistas de destaque na sociedade brasileira. (Veja vídeo no blog de Míriam Leitão com capas marcantes)

Seguindo um movimento mundial em que se observa o declínio nas tiragens impressos em detrimento do crescimento do número de leitores das versões digitais, o JB passará a figurar apenas na Internet como JB Online, o "primeiro jornal 100% digital" e assim se auto-intitula.  O veículo publicou uma lista contendo as justificativas, principalmente para o fechamento do conteúdo aos assinantes, mas suspeita-se que problemas financeiros, não mencionados, são o maior fator para a decisão. É bom lembrar que o JB não era mais auditado pelo IVC desde 2008 e tinha um saldo negativo de R$ 800 milhões, em dívidas trabalhistas e fiscais, segundo o Comunique-se. De acordo com o dono do veículo, Nelson Tanure, "o modelo de negócio do papel era insustentável econômica e ecologicamente".


Quem sabe "esta nova fase" se configure numa tendência e outras publicações seguirão o mesmo caminho, assim como migraram após, o JB, para Internet, há 15 anos?

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