quarta-feira, 18 de agosto de 2010

A Internet e as campanhas eleitorais

Todos ou quase todos os candidatos que disputam votos do eleitorado estão na Internet.  Nos últimos meses, testemunhamos uma verdadeira enxurrada de novos perfis, visando 'ficar bem na fita' para o pleito que acontecerá em outubro. Orkut, Facebook e Twitter foram são os territórios mais provoados por esses personagens.

Mas já se sabe que o comportamente de um indívíduo na Internet é uma imitação de sua vida cotidiana, reproduzido personalidade e hábitos...  E o povo que não é nada bobo, também é categórico ao afirmar que "eles só aparecem neste período prá ganhar voto".   Assim também acontece na Web. Pois bem, se muitos - orientados pelos "milhares de especialistas" em mídias sociais - pensam que este é o momento exato para  impulsionar e dar novos rumos às suas campanhas.  Estão enganados.


Segundo o texto Eleições 2010 no Brasil? Internet, candidatos e os eleitores do consultor Paulo Roberto Kendzerski, o uso correto da Internet deveria ter começado há tempo, com o candidato mantendo um relacionamento com o seu eleitorado em potencial.  Frequentando comunidades para debater sobre temas variados; opinando em momentos importantes para a sociedade, respondendo perguntas abertamente em vez de, somente agora, atualizar itens da agenda de campanha e pedir votos.  Seria preciso muito mais para ganhar a simpatia na Internet: relacionar-se e fazer parte do meio.

É preciso mais do que atualizar o perfil com atividades e fotos da campanha, inserir tópicos que constam na plataforma política como twitts. É necessário conhecer os internautas e interagir no ambiente multimidiático.  Um exemplo que coloco aqui (longe de fazer campamha política já que este não é um candidato do meu Estado) é o senador Cristovam Buarque do DF, cujo perfil no Twitter  @Sen_Cristovam, que sigo há mais de um ano, é atualizado por ele mesmo, onde opina sobre vários temas cotidianos, debate e responde questionamentos de outros twiteiros. E isso, bem antes de começar a "onda do pedir votos" em 140 toques.

O caminho é por aí....  Foi assim que Barak Obama venceu a eleição para a presidência dos EUA:  começou a conquistar seu campo na Internet cerca de dois anos antes. 

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