domingo, 25 de julho de 2010

Ciberestratificação nas redes de relacionamento

Diante da popularização do Orkut, no Brasil, com o ingresso, cada vez maior, das camadas populares e da proliferação de comunidades criminosas e prática de bullyng virtual, tendências apontam para um movimento de migração de pessoas mais abastadas, esclarecidas e em busca de segurança para o Facebook.   Testemunha-se a "favelização" do Orkut e um crescimento consistente do Facebook entre as classes A e B.  De acordo com o post "Orkut x Facebook: Divisão de classe no Brasil? ", no blog Social Media, da jornalista e professora Raquel Recuero,  práticas existentes no dia a dia da sociedade são também transportados para o ciberespaço (análise de um estudo feito com a sociedade norte-americana).

Cai por terra, a teoria - defendida pelos estudiosos da Internet, em seus primórdios - em relação às interações sociais on line, categóricas ao afirmar que o ciberespaçao era o "lugar" onde toornava-se possível quebrar barrerias internacionais, de classes sociais, linguísticas e etc, etc...  O indíviduo tinha, em suas mãos, uma ferramenta altamente democrática que lhe permitia relacionamentos com pessoas, acima de quaisquer desigualdades. 

Mas, os anos se passaram e redes sociais já integradas à vida do cidadão brasileiro  - pois 87% dos internautas do país acessam estes sites, conforme pesquisa realizada pelo Ibope Inteligência, em parceria com a Worlwide Independent Network - revelam um fenônemo novo, marcado pelo modo de agrupamento dos indíviduos, usando critérios do mundo corpóreo.

Alguns até já ousam classificar o Orkut como a rede dos pobres e o Facebook,  dos ricos - seria a  estratificação do ciberespaço? A luta de classe chegou na Internet?

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