quinta-feira, 29 de novembro de 2007

A mídia e a pseudo-ciência

Pessoas dentro de jalecos brancos, reunidas num laboratório, produtos "dermatologicamente testados", alimentos capazes de "otimizar o aproveitamento de energia pelo corpo", produtos de limpeza que "destróem germes e bactérias" – são temas de comerciais, principalmente, na TV... e haja imagens de descobertas infalíveis e "bichinhos" mal-encarados para serem exterminados!!! Mas quase todos os argumentos desses enredos bem construídos pelas mentes brilhantes dos publicitários, não passam de estórias sem base científica que valem-se de pseudo-técnicas para impressionar e conquistar novos consumidores.
Sem querer duvidar dos investimentos em pesquisas, feitos pelos centros de estudos das grandes indústrias alimentícias, de cosméticos e de higiene, mas as peças publicitárias produzidas para serem apresentadas nos veículos de comunicação de massa, capricham nos exageros que não têm comprovação científica, no mínimo grau.
Uma coisa é contribuir para o avanço da divulgação científica e educar a sociedade, transmitindo noções de ciência pela mídia, outra, é criar relações fictícias de causa e efeito, visando o lucro com a venda de seus "novos" produtos. A apropriação do universo científico de forma errônea e espetacularizada, pela mídia vem crescendo, desde a década de 1990, mas por agora, é que cientistas se unem para desmascarar falsa ciência em campanhas publicitárias. Eis uma luta justa a ser encampada!

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