quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Consumidor é quem define preço de música em mp3

É justo pagar valores altamente $imbólico$ para ter acesso aos últimos trabalhos musicais de seu cantor preferido? Certamente, ninguém concorda com os preços absurdos impostos pela indústria fonográfica oficial (pq a indústria-off da pirataria está aí, escancarada....) para a comercialização da música como bem cultural, imaterial, armazenado em suportes como CD, DVD e arquivos digitais pagos... Mesmo com toda essa lucratividade que fazem as fortunas das majors, será que o trabalho do seu artista preferido não vale nada? Como você agiria diante da possibilidade de baixar os arquivos (mp3) integrais de músicas inéditas com a opção de pagar quanto quisesse ou até não pagar nada??
A polêmica está na “boca” do pessoal ligado à musica e tecnologia e foi estabelecida na semana passada pela banda Radiohead que lançou seu novo trabalho e disponibilizou na rede, semeando a discussão que “transfere para seus fãs a autonomia de ajudar a estabelecer os novos parâmetros que valerão daqui por diante. Posto isso, como consumidor e também fornecedor de música, lanço a dúvida: quanto vale um disco?”
Até o momento, as dez faixas do disco, por enquanto, são vendidas por um preço médio de 1.19 libras, sendo que um terço dos fãs não pagou nada. Seis dias após o lançamento, especula-se que já foram realizados mais de 2 milhões de downloads. (informações do blog Instante Posterior do músico Bruno Medina do Los Hermanos )
A iniciativa da Radiohead aponta para uma tendência irreversível, em que a tecnologia altera crucialmente, os rumos da economia da cultura. Graças à Internet, dessa vez, a mudança no consumo, representa mais democratização do acesso e com certeza, menor exploração dos músicos/cantores pelas gravadoras que eram a única alternativa durante o modelo do star system, há menos de 15 anos, no mercado fonográfico.

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